Vencer ou perder deve ser uma possibilidade e não uma certeza no jogo. Nessa perspectiva jogar envolve correr riscos. Um grande paradigma dos jogos contemporâneos é o fato de que arriscar-se passou a ser mal visto, coisa de jogador sem planos, imprudente e descompromissado. Salvo os jogos que envolvem blefe. Uma das coisas “chatas” do xadrez é que quando jogado em alto nível nele não há espaço para correr riscos. O jogador que subestimar seu oponente e tentar algo arriscado, certamente será duramente e punido. Em jogos produzidos mais recentemente jogar de forma ousada e arriscada, além de incomodar a mesa possivelmente acarretará em punições que tornam a derrota algo quase irreversível. Estes jogos são produzidos de forma que o jogador audacioso passar por um processo de doutrinação comportamental, como um rato em uma caixa de Skiner, ao ponto dele internalizar a mensagem de que “não vale a pena correr o risco”. Abrir mão do risco e abraçar somente certezas põe o...