Para mim jogar sempre foi acima de tudo um exercício mental. Isso me levou a acreditar (erroneamente) que de alguma forma jogar poderia de alguma forma contribuir para o desenvolvimento cognitivo do jogador. Não há duvidas de que dentro de um ambiente de ensino-aprendizagem, um jogo guidado por uma proposta pedagógica pode trazer contribuições significativas ao aprendizado. Mas o jogar pelo jogar não. O exercício de jogar de forma frequente pode no máximo contribuir na expertise para um tipo particular de jogo. É como no esporte: ninguém fica cognitivamente mais desenvolvido por se dedicar a um esporte. A pratica do esporte, aperfeiçoa o esportista naquele esporte. Com essa moda de jogos de tabuleiros modernos contemporâneos é um engano grande acreditar que o jogo em si possui potencial educacional. O potencial não está no jogo, mas em quem usa o jogo e na forma com a qual ele é utilizado. Percebo algumas falas exaltando o potencial educacional de um jogo como se ele foss...