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Jogos não educam

Para mim jogar sempre foi acima de tudo um exercício mental. Isso me levou a acreditar (erroneamente) que de alguma forma jogar poderia de alguma forma contribuir para o desenvolvimento cognitivo do jogador.

Não há duvidas de que dentro de um ambiente de ensino-aprendizagem, um jogo guidado por uma proposta pedagógica pode  trazer contribuições significativas ao aprendizado. Mas o jogar pelo jogar não.

O exercício de jogar de forma frequente pode no máximo contribuir na expertise para um tipo particular de jogo. É como no esporte: ninguém fica cognitivamente mais desenvolvido por se dedicar a um esporte. A pratica do esporte, aperfeiçoa o esportista naquele esporte.

Com essa moda de jogos de tabuleiros modernos contemporâneos é um engano grande acreditar que o jogo em si possui potencial educacional. O potencial não está no jogo, mas em quem usa o jogo e na forma com a qual ele é utilizado.

Percebo algumas falas exaltando o potencial educacional de um jogo como se ele fosse algo diferente de tudo o que já existe. E mesmo já fiz isso mas como disse, eu estava errado.

O potencial de um jogo é tanto o quanto de uma pedra, um pedaço de rocha com uma composição mineral típica de determinado processo geológico. Ou o de uma folha cujas formas e funções na planta assume m significados quando explorados de forma mais analítica. O potencial das coisas não estão nas coisas: estão em nós e em como as utilizamos.

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