Me parece expressivo o número de jogadores ou pseudo jogadores de board/card game que possuem aversão a jogos que se utilizam de dados. A menos é claro quando esse jogo é endossado pela opinião de alguma personalidade influente no meio ou por alguma premiação de critérios questionáveis.
A motivação maior de tudo isso, ao que percebo, conversando e lendo comentários e opiniões a respeito, se trata da frustração que os jogadores sentem ao não obter resultados desejados na rolagem de dados. A pergunta que faço e obre a qual eu quero me debruçar é: e isso e ruim?
Sobre qual aspecto da vida humana tudo o que desejamos acontece da forma que desejamos? São tempos estranhos esses nos quais todos acham que sua vontade particular deve ser atendida a hora em que bem entender.
São tempos estranhos esses nos quais o indivíduo acha que tudo deve conspirar a seu favor. São tempos estranhos nos quais jogadores acham que eles sempre devem vencer. Entendendo que ao jogar um board/card game o jogador busca uma fuga (em maior ou menor grau) da realidade compreendo o desejo de que suas angustias pessoais não se reproduzam no jogo.
Compreendo a necessidade de estar no controle de tudo que jogos determinísticos aparentemente oferecem, já que no mundo real isso não acontece. Sob essa perspectiva, o problema desse jogadores não é a aleatoriedade mas a incapacidade de lidar com a suas frustrações pessoais. Jogar é divertido (ao menos deveria ser) e por vezes, penso que poderíamos transpor para a vida real algo além do mero entretenimento ou do prazer de estar a companhia de amigos (já que você pode fazer isso de várias outras formas).
Longe de querer reduzir o jogo ao aspecto meramente lúdico-pedagógico, como o fazem os jogos pedagógicos que os alunos tanto odeiam, proponho uma outra visão aos jogos, na qual o jogador reflita até onde ele deveria se sentir mal por não obter êxito em uma determinada tarefa dentro do jogo. Nem sempre o melhor vence, as vezes vence aquele que melhor aproveitou as oportunidades, vence aquele que teve mais oportunidades ou que se preparou melhor para os infortúnios previsíveis ou não.
Ressalto que existem jogos que utilizam muito mal a mecânica de rolagem de dados, não é destes que estou falando. Estes jogos sob os quais o jogador está a merecer do ocaso, são irresponsáveis por tratar algo tão rico com displicência. Estou me referindo a jogos que possui um design inteligente e que permitem de alguma forma alguma possibilidade a mais ao jogador diante da rolagem de dados. Em todo caso, se você não gosta de jogos com dados, isso não é um problema. Existem tantos outros que não utilizam dados a sua disposição. Não se sinta mal por isso e não se sinta obrigado a gritar ao mundo sua incapacidade de lidar com isso.
São tempos estranhos esses nos quais o indivíduo acha que tudo deve conspirar a seu favor. São tempos estranhos nos quais jogadores acham que eles sempre devem vencer. Entendendo que ao jogar um board/card game o jogador busca uma fuga (em maior ou menor grau) da realidade compreendo o desejo de que suas angustias pessoais não se reproduzam no jogo.
Compreendo a necessidade de estar no controle de tudo que jogos determinísticos aparentemente oferecem, já que no mundo real isso não acontece. Sob essa perspectiva, o problema desse jogadores não é a aleatoriedade mas a incapacidade de lidar com a suas frustrações pessoais. Jogar é divertido (ao menos deveria ser) e por vezes, penso que poderíamos transpor para a vida real algo além do mero entretenimento ou do prazer de estar a companhia de amigos (já que você pode fazer isso de várias outras formas).
Longe de querer reduzir o jogo ao aspecto meramente lúdico-pedagógico, como o fazem os jogos pedagógicos que os alunos tanto odeiam, proponho uma outra visão aos jogos, na qual o jogador reflita até onde ele deveria se sentir mal por não obter êxito em uma determinada tarefa dentro do jogo. Nem sempre o melhor vence, as vezes vence aquele que melhor aproveitou as oportunidades, vence aquele que teve mais oportunidades ou que se preparou melhor para os infortúnios previsíveis ou não.
Ressalto que existem jogos que utilizam muito mal a mecânica de rolagem de dados, não é destes que estou falando. Estes jogos sob os quais o jogador está a merecer do ocaso, são irresponsáveis por tratar algo tão rico com displicência. Estou me referindo a jogos que possui um design inteligente e que permitem de alguma forma alguma possibilidade a mais ao jogador diante da rolagem de dados. Em todo caso, se você não gosta de jogos com dados, isso não é um problema. Existem tantos outros que não utilizam dados a sua disposição. Não se sinta mal por isso e não se sinta obrigado a gritar ao mundo sua incapacidade de lidar com isso.
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