A mesa do lado era só algazarra, estavam jogando Bang! Uma outra mesa vizinha aventureiros estavam tentando fugir da masmorra com o tesouro saqueado numa frenética corrida antes que o sol se escondesse por completo no horizonte em Dungueonquest. Na minha mesa eu explicava pacientemente Stone Age quando uma menina falou: jogos euro são chatos!
Refletindo um pouco sobre aquela frase tenho que concordar com ela, se usarmos o conceito de diversão que ela usou naquele momento: eurogames são chatos.
Porém se mudarmos um pouco o prisma pelo qual enxergamos a definição de diversão a coisa pode ser um pouco diferente. Culturalmente somo doutrinados a aceitar que temos a obrigação de sermos felizes o tempo todo. Precisamos estar rindo o tempo todo, cercado de gente alegre, falando sobre qualquer coisa que faça rir, fazendo coisas diferentes o tempo todo e de preferência postando isso em tempo real nas redes sociais. Aliás, nas redes sociais todo mundo e feliz e ninguém tem problemas, rugas ou qualquer outra coisa que o photoshop possa corrigir.
A polarização desse modelo cultural de felicidade nos leva a pensar que se algo não o faz rir, aquilo não é divertido, ledo engano. A diversão está muito mais ligada à experiência proporcionada do que à quantidade de sons espalhafatosos que suas cordas vocais pode emitir. É o prazer da experiência que diverte. É o que te da prazer que te diverte. Sentir prazer é algo muito pessoal e cujo estimulo varia de pessoa para pessoa. O que pode ser prazeroso para um, pode não ser para o outro.
Não se trata apenas de relativizar o conceito de diversão e portanto reduzir essa discussão ao campo da subjetividade. A chatice de um jogo ou de outro pode estar muito mais relacionada com os conceitos do jogador do que com o próprio jogo.
Mas como nem tudo são flores há realmente algumas propostas de design que tornam um jogo monótono, repetitivo e/ou que prejudica a ergonomia/visão do jogador. Estes jogos não se limitam a apenas um categoria ou estilo, afinal existem sim jogos interessantes e jogos chatos, independentemente se são euros ou não.
Porém se mudarmos um pouco o prisma pelo qual enxergamos a definição de diversão a coisa pode ser um pouco diferente. Culturalmente somo doutrinados a aceitar que temos a obrigação de sermos felizes o tempo todo. Precisamos estar rindo o tempo todo, cercado de gente alegre, falando sobre qualquer coisa que faça rir, fazendo coisas diferentes o tempo todo e de preferência postando isso em tempo real nas redes sociais. Aliás, nas redes sociais todo mundo e feliz e ninguém tem problemas, rugas ou qualquer outra coisa que o photoshop possa corrigir.
A polarização desse modelo cultural de felicidade nos leva a pensar que se algo não o faz rir, aquilo não é divertido, ledo engano. A diversão está muito mais ligada à experiência proporcionada do que à quantidade de sons espalhafatosos que suas cordas vocais pode emitir. É o prazer da experiência que diverte. É o que te da prazer que te diverte. Sentir prazer é algo muito pessoal e cujo estimulo varia de pessoa para pessoa. O que pode ser prazeroso para um, pode não ser para o outro.
Não se trata apenas de relativizar o conceito de diversão e portanto reduzir essa discussão ao campo da subjetividade. A chatice de um jogo ou de outro pode estar muito mais relacionada com os conceitos do jogador do que com o próprio jogo.
Mas como nem tudo são flores há realmente algumas propostas de design que tornam um jogo monótono, repetitivo e/ou que prejudica a ergonomia/visão do jogador. Estes jogos não se limitam a apenas um categoria ou estilo, afinal existem sim jogos interessantes e jogos chatos, independentemente se são euros ou não.
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